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O que avaliar antes de contratar um consórcio imobiliário

Consórcio imobiliário: entenda custos, contemplação, simulação e critérios para escolher um plano adequado ao seu imóvel.

Autoria
Danilo Puglisi
Publicado em
Atualizado em
Tempo de leitura
19 min de leitura
Uma casa moderna com detalhes em dourado e verde escuro, em um ambiente limpo e sofisticado.

Entenda como o consórcio imobiliário organiza a compra planejada de imóveis, quais custos entram na conta e como avaliar uma carta antes de contratar.

Resposta rápida

Consórcio imobiliário é uma forma de compra planejada em grupo, administrada por empresa autorizada pelo Banco Central. O participante paga parcelas compostas pelo fundo comum e pelos custos previstos no contrato e pode receber a carta de crédito por sorteio ou lance. Depois da contemplação, o crédito pode ser usado, conforme as regras do plano, para imóvel novo ou usado, terreno, construção, reforma ou aquisição comercial. A escolha faz sentido para quem tem renda estável, horizonte de médio ou longo prazo e não precisa do imóvel imediatamente. Para simular consórcio imóvel, compare valor da carta, prazo, reajuste, taxa de administração, fundo de reserva, seguros e regras de lance, sem olhar apenas para a parcela.

Resumo

  • Consórcio imobiliário é compra planejada em grupo, não aplicação financeira nem promessa de rentabilidade.
  • A contemplação ocorre por sorteio ou lance, e não deve ser tratada como data garantida.
  • O custo real inclui taxa de administração, fundo comum, possíveis reservas, seguros, reajustes e despesas da aquisição.
  • A simulação precisa considerar carta, prazo, capacidade mensal, urgência e estratégia de contemplação.
  • A melhor escolha é a que combina administradora autorizada, contrato claro e plano compatível com seu orçamento.
Uma pessoa pensativa olhando para um modelo de casa em miniatura, com elementos de planejamento financeiro ao redor.

O que é consórcio imobiliário?

Consórcio imobiliário é um sistema de compra planejada em grupo, no qual participantes contribuem para formar recursos destinados às cartas de crédito. A operação é administrada por empresa autorizada pelo Banco Central e permite adquirir um imóvel depois da contemplação, conforme as regras do contrato.

O que é consórcio imobiliário?

A estrutura não é uma aplicação financeira e não oferece rentabilidade ao participante. Seu objetivo é organizar a aquisição de um bem por meio de contribuições periódicas, com acesso ao crédito condicionado à contemplação. A Lei nº 11.795/2008 instituiu o sistema de consórcios, que é regulado pelo Banco Central do Brasil.

Na prática, o grupo reúne pessoas com objetivos semelhantes. Cada participante paga uma parcela, e a administradora organiza a arrecadação, as assembleias, os sorteios, os lances e a liberação dos créditos. O fundo comum financia as contemplações previstas para o grupo, enquanto a administradora recebe a taxa contratada pela gestão da operação.

A carta não precisa estar vinculada a um imóvel escolhido no momento da adesão. Conforme a modalidade, pode atender à compra de casa, apartamento, imóvel comercial, terreno ou imóvel usado. Também pode haver planos para construção, reforma ou aquisição de imóvel em desenvolvimento, sempre com análise documental e compatibilidade com o contrato.

Esse desenho interessa a quem deseja planejar uma aquisição patrimonial sem assumir imediatamente a lógica de juros de um financiamento. Ainda assim, há custos, reajustes e obrigações. Chamar a modalidade de sem juros, sem explicar a taxa de administração, o fundo de reserva, os seguros e a atualização das parcelas, produz uma comparação incompleta.

A LBTD Consórcios entende que a primeira conversa deve partir do objetivo do cliente: qual imóvel pretende adquirir, em que horizonte, com qual capacidade mensal e com que disponibilidade para lance. Só depois faz sentido comparar planos.

Gráfico abstrato com linhas verdes e douradas subindo, representando crescimento e planejamento.

Como funciona o consórcio imobiliário?

O participante paga parcelas, participa das assembleias e pode ser contemplado por sorteio ou lance. Após a contemplação e a aprovação da documentação, a carta de crédito é liberada para a finalidade prevista, mas as parcelas restantes continuam sendo devidas até a quitação.

Como funciona o consórcio imobiliário?

A jornada começa com a escolha do valor da carta e do grupo. A parcela reúne a contribuição para o fundo comum e os encargos previstos no contrato. Entre eles podem estar a taxa de administração, o fundo de reserva, o seguro e outros custos específicos da operação. A composição precisa aparecer com clareza na proposta e no instrumento contratual.

Nas assembleias, o grupo realiza as contemplações conforme as regras estabelecidas. O sorteio oferece uma possibilidade prevista para os participantes ativos. O lance, por sua vez, permite antecipar parte das obrigações para disputar a contemplação. Há modalidades de lance definidas pela administradora, inclusive o lance embutido, que utiliza parte do próprio crédito, quando permitido.

Contemplação e quitação são eventos diferentes. Quem recebe a carta antes do fim do grupo pode comprar o imóvel autorizado, mas permanece responsável pelas parcelas futuras. Essa distinção é essencial para não confundir acesso antecipado ao crédito com encerramento da dívida contratual.

Depois de contemplado, o cliente apresenta documentos do comprador, do vendedor e do imóvel. A administradora verifica a regularidade da operação e pode exigir garantias e procedimentos previstos no contrato. Só então o crédito é direcionado à aquisição. O imóvel pode ser residencial ou comercial, novo ou usado, e o crédito também pode atender terreno ou construção quando o plano permitir.

O crédito pode ainda ser utilizado para quitar total ou parcialmente um financiamento imobiliário em andamento, desde que a operação atenda às regras aplicáveis. O uso do FGTS também aparece no setor: a ABAC informou que, de janeiro a julho de 2026, dois mil setecentos e noventa e cinco consorciados usaram o fundo no consórcio de imóveis, movimentando R$ 257,68 milhões.

A atualização das parcelas merece atenção desde o começo. As parcelas são reajustadas anualmente pelo INCC, conforme o fato informado para este conteúdo. Assim, uma parcela inicial não deve ser tratada como valor imutável durante todo o grupo.

  1. Defina o tipo de imóvel e o valor de crédito necessário.
  2. Leia a composição da parcela e identifique todos os custos contratuais.
  3. Verifique as regras de sorteio, lance, contemplação e análise do imóvel.
  4. Avalie se conseguirá manter os pagamentos depois da contemplação.
  5. Confirme como ocorrem os reajustes e quais documentos serão exigidos.
Uma pessoa analisando documentos em uma mesa com iluminação suave, transmitindo confiança e profissionalismo.

Quais as vantagens do consórcio imobiliário?

Quais as vantagens do consórcio imobiliário?

A principal vantagem é permitir uma aquisição programada, sem a incidência de juros típicos do financiamento. Isso não significa custo zero: a taxa de administração e outros componentes contratuais precisam entrar na comparação. O benefício está na estrutura de compra e na possibilidade de evitar a remuneração de juros de uma operação de crédito convencional.

A modalidade também preserva flexibilidade de uso. Conforme o produto, a carta pode atender apartamento, casa, imóvel comercial, terreno, construção ou reforma. Para quem ainda não escolheu o imóvel, isso permite organizar o planejamento antes de definir endereço, padrão construtivo ou finalidade comercial.

Outro ponto é a possibilidade de preservar liquidez. Uma pessoa com capital disponível pode comparar a retirada imediata de recursos com uma aquisição planejada. Essa escolha não é automaticamente superior à compra à vista: é preciso observar custo de oportunidade, prazo, urgência e a necessidade de manter recursos acessíveis.

O compromisso mensal pode funcionar como disciplina de poupança para quem tem renda estável e dificuldade de separar recursos sem uma obrigação formal. O perfil que costuma se ajustar melhor à modalidade combina renda previsível, horizonte de médio ou longo prazo e capacidade de comprometer entre 15% e 30% da renda mensal, sempre depois de considerar as demais despesas da família ou da empresa.

Há também uma dimensão patrimonial relevante. A carta permite planejar uma aquisição de maior porte sem concentrar todo o desembolso em um único momento. Em imóveis de valor elevado, a análise deve incluir a parcela, o prazo, a disponibilidade para lance, os reajustes, a liquidez e as exigências documentais posteriores à contemplação.

O cenário de mercado ajuda a explicar o interesse recente, mas não substitui a análise individual. O Valor Econômico registrou 3,32 milhões de participantes ativos no consórcio de imóveis em julho de 2026, alta de 35,5% em relação ao mesmo mês de 2025. A mesma publicação apontou 979,67 mil cotas vendidas entre janeiro e julho de 2026, com créditos comercializados de R$ 195,11 bilhões no período.

Para a LBTD Consórcios, a vantagem só existe quando o plano cabe no orçamento e conversa com o momento de compra. Uma parcela menor, isoladamente, pode esconder prazo mais extenso, reajustes ou crédito insuficiente. O conjunto da operação é o que deve orientar a decisão.

Uma pessoa simulando um consórcio em um tablet moderno, com um fundo desfocado de imóveis de alto padrão.

Quais os riscos do consórcio imobiliário?

Quais os riscos do consórcio imobiliário?

O primeiro risco é de timing. A contemplação não deve ser tratada como garantida para uma data específica. Quem precisa morar ou instalar uma atividade comercial em prazo curto pode não se adaptar a uma modalidade cujo acesso ao crédito depende de sorteio ou de uma estratégia de lance. O próprio horizonte de planejamento precisa ser coerente com essa característica.

Existe também o risco de subestimar a evolução da parcela. O reajuste anual pelo INCC pode alterar o compromisso mensal e o valor atualizado da carta. Por isso, a análise deve incluir uma margem de orçamento para o futuro, sem considerar apenas o valor apresentado na entrada do plano.

A inadimplência traz consequências concretas. O cotista pode sofrer multa de 2% sobre a parcela e juros de mora. Em determinadas situações, pode ser excluído do grupo, com devolução dos valores pagos apenas ao final do grupo ou por sorteio de desistentes, conforme as regras aplicáveis. Interromper pagamentos não equivale a cancelar a obrigação de forma imediata e sem efeitos financeiros.

Outro risco está na comparação superficial de custos. A taxa de administração é diferente dos juros, mas ainda representa uma despesa da operação. Fundo de reserva, seguro, avaliação, transferência, registros e outros procedimentos também podem existir. A ausência de IOF não elimina as despesas próprias da compra do imóvel.

A aquisição em si tem custos externos ao consórcio. O ITBI costuma variar entre 2% e 3% do valor venal do imóvel. Em um imóvel de R$ 400.000, isso representa de R$ 8.000 a R$ 12.000 para o município. O registro em cartório é obrigatório e pode ficar geralmente entre 1% e 2% do valor do imóvel, com custo de R$ 4.000 a R$ 8.000 no mesmo exemplo.

Também é necessário conferir se o crédito será suficiente para a operação escolhida e se o imóvel atende às exigências documentais. Uma carta aprovada não elimina a análise do bem, do vendedor e das garantias. O contrato deve explicar taxas, reajustes, desistência e multas sem linguagem ambígua.

O risco mais evitável é contratar por impulso, atraído apenas por uma parcela inicial. Uma leitura técnica do contrato, acompanhada de uma simulação realista, reduz a chance de incompatibilidade entre o plano e o orçamento.

Uma calculadora com notas de dinheiro e uma planta pequena em uma mesa de madeira escura.

Como simular consórcio imóvel?

Para simular consórcio imóvel, informe o valor da carta, escolha um prazo disponível e compare a parcela completa, a taxa de administração, o fundo de reserva, os reajustes e as regras de lance. Uma simulação útil mostra o custo e as condições do plano, não apenas uma parcela inicial.

Como simular consórcio imóvel?

Comece pelo crédito necessário, não pelo valor de parcela que parece confortável. Liste o tipo de aquisição: imóvel pronto, terreno, construção, reforma ou operação comercial. Em seguida, verifique se o produto permite essa finalidade e se a carta cobre o preço esperado, lembrando que ITBI, cartório e documentação podem exigir recursos separados.

Depois, compare prazos e a estrutura da parcela. A taxa de administração é distribuída ao longo do plano, mas o percentual total precisa ser lido junto com o fundo comum, o fundo de reserva, eventual seguro e outras cobranças. Uma taxa menor não resolve uma carta inadequada ou um prazo que comprometa o orçamento por tempo excessivo.

A referência publicada pela Renova Invest ajuda a entender a lógica da conta: uma carta de R$ 400.000, em 180 meses, com taxa de administração de 18%, apresentou parcela base aproximada de R$ 2.622 por mês, sem juros. O exemplo não deve ser copiado para outro valor ou contrato, porque prazo, reajuste e composição alteram o resultado.

A simulação precisa incluir o reajuste anual previsto e uma verificação de capacidade de pagamento. O perfil indicado para a modalidade admite comprometimento entre 15% e 30% da renda mensal, mas esse intervalo não substitui o orçamento completo. Despesas fixas, reserva de emergência, tributos do imóvel e eventual lance também precisam ser considerados.

Por fim, faça cenários para contemplação por sorteio e por lance. O lance pode antecipar o acesso ao crédito, porém exige disponibilidade e segue as regras do grupo.

A LBTD Consórcios pode apoiar a leitura comparativa de crédito, prazos, taxas de administração e modalidades de lance, com atendimento presencial em Indaiatuba e atendimento digital para todo o Brasil. O objetivo da simulação é tornar visíveis as escolhas antes da contratação.

  1. Estime o valor total da aquisição e separe os custos de compra.
  2. Escolha uma carta compatível com o imóvel e a finalidade desejada.
  3. Compare parcela completa, prazo, taxa de administração e fundo de reserva.
  4. Inclua o reajuste previsto e teste a capacidade mensal de pagamento.
  5. Analise sorteio, lance e as exigências para liberar o crédito.
Uma pessoa escolhendo entre diferentes opções de imóveis em um tablet, com um fundo elegante.

Qual o valor da parcela de um consórcio de R$ 300 mil?

Não existe uma parcela única para um consórcio imobiliário. O valor depende do prazo, da taxa de administração, do fundo de reserva, de seguros, dos reajustes e das regras do grupo. Por isso, o número correto precisa sair da proposta específica, e não de uma divisão simples do crédito.

Qual o valor da parcela de um consórcio de R$ 300 mil?

A forma mais segura de responder é separar crédito de custo total. A carta representa o poder de compra contratado, enquanto a parcela financia a formação do fundo comum e inclui os encargos previstos. Um plano com prazo maior pode reduzir o desembolso inicial, mas tende a prolongar o compromisso e manter o participante exposto a reajustes por mais tempo.

A referência de uma carta de R$ 400.000 em 180 meses, com taxa de administração de 18%, apresentou parcela base de aproximadamente R$ 2.622 mensais, sem juros. Esse dado serve para mostrar como a composição funciona, não para transformar a carta contratada em uma conta proporcional automática. O contrato escolhido pode ter prazo, taxa e componentes diferentes.

Na prática, peça a simulação da carta com a parcela inicial e a projeção das atualizações. Confirme o valor destinado ao fundo comum, o total da taxa de administração, a existência de fundo de reserva, o seguro e qualquer cobrança adicional. Veja também se a carta e as parcelas são reajustadas pelo critério indicado no contrato.

A parcela precisa caber no orçamento depois da contemplação. O cliente continuará pagando as obrigações restantes mesmo quando já tiver usado o crédito para comprar o imóvel. Essa é uma das razões pelas quais a análise não pode parar no valor de entrada apresentado pelo vendedor.

Também reserve recursos para despesas que não estão necessariamente dentro da carta, como ITBI, registro, avaliação, certidões e ajustes do imóvel. Quando a finalidade é construção ou reforma, o cronograma e a documentação podem exigir planejamento adicional.

A resposta profissional, portanto, não é inventar um valor médio. É transformar o pedido em uma cotação completa, com prazo, custos e regras expostos. Essa é a única forma de saber se a parcela de uma carta é compatível com o objetivo e com a renda disponível.

Uma pessoa em um escritório moderno e bem iluminado, avaliando informações em um tablet.

Qual o melhor consórcio de imóveis hoje?

O melhor consórcio de imóveis hoje é o plano que combina administradora autorizada, contrato transparente, custo total compreensível, reajuste suportável e regras de contemplação coerentes com seu prazo. Não há uma opção universalmente melhor para todos os compradores.

Qual o melhor consórcio de imóveis hoje?

Em 2026, o setor mostra forte procura. O Estadão informou que o sistema de consórcios tinha 13,36 milhões de participantes ativos no primeiro semestre de 2026, alta de 12,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No segmento imobiliário, foram comercializadas 838,03 mil cotas no semestre, aumento de 41,9%. Esses números indicam atividade relevante, mas não escolhem um plano para você.

Para encontrar a melhor alternativa, comece pela finalidade. Uma pessoa que pretende comprar uma casa usada precisa verificar documentação e aceitação do bem. Quem pensa em terreno ou construção deve confirmar as exigências do produto. Já uma aquisição comercial pode exigir análise adicional do imóvel e da atividade que será instalada.

O segundo filtro é o custo total. Compare taxa de administração, fundo de reserva, seguros, reajustes, despesas específicas e prazo. A Renova Invest apresentou um exemplo em que o custo total de um consórcio de R$ 400.000 em 180 meses chegaria a aproximadamente R$ 472.000. O valor é uma referência de caso, não uma tabela para todos os grupos.

O terceiro filtro é o tempo. O consórcio pode ser uma alternativa racional para quem trabalha com horizonte de 3 a 10 anos e não precisa do bem imediatamente. Para uma mudança urgente, a necessidade de contemplação pode tornar a modalidade menos compatível do que uma solução com crédito imediato.

O quarto filtro é a administradora e o atendimento. Procure autorização do Banco Central, histórico de funcionamento do grupo, clareza de informações e suporte para a etapa posterior à contemplação. A melhor decisão é aquela em que o cliente entende o que está contratando e consegue sustentar o plano.

Nossa recomendação é não escolher pela promessa de contemplação rápida, pela menor parcela isolada ou por um slogan sobre ausência de juros. Escolha pela aderência entre o contrato, o orçamento e o projeto imobiliário.

Como escolher a melhor administradora de consórcio?

Como escolher a melhor administradora de consórcio?

A escolha deve começar pela autorização no Banco Central e pela leitura do contrato. Depois, compare custo total, reajustes, regras de contemplação, flexibilidade de uso da carta, exigências documentais e qualidade do acompanhamento.

Como escolher a melhor administradora de consórcio?

Verifique primeiro se a administradora é autorizada pelo Banco Central. Essa checagem é básica, mas não suficiente. Uma empresa regular ainda pode oferecer grupos com estruturas diferentes, e o cliente precisa entender a composição da parcela, o prazo, o índice de atualização, as regras de lance e o procedimento de liberação do crédito.

Compare a taxa de administração total, não apenas a taxa anunciada em uma parcela inicial. O fundo de reserva pode variar entre 1% e 3% do valor da carta, conforme a referência apresentada, e podem existir seguros ou taxas específicas. O contrato deve informar cada item de modo claro, incluindo condições de desistência, multas e eventuais despesas de transferência ou avaliação.

Avalie o histórico de contemplações regulares do grupo, sem transformar histórico em promessa para o futuro. Pergunte como são divulgados os resultados das assembleias, quais modalidades de lance estão disponíveis e como o crédito é analisado depois da contemplação. A transparência nessa etapa evita decisões baseadas em expectativa vaga.

A capacidade de atendimento também importa. Comprar uma carta envolve escolher o imóvel, reunir documentos, lidar com vendedor, cartório e exigências da administradora. Um acompanhamento consultivo ajuda a organizar a comparação, mas não elimina a responsabilidade do cliente de ler e compreender o contrato.

A LBTD Consórcios atua como escritório credenciado à EQI, com consultoria especializada, atendimento presencial em Indaiatuba e atendimento digital para todo o Brasil. O trabalho inclui análise de crédito, prazos, taxas de administração e modalidades de lance, para que o cliente compare alternativas disponíveis de acordo com o próprio objetivo.

Antes de assinar, peça a proposta completa e confirme o custo projetado, a regra de reajuste, as condições de contemplação e o tratamento da inadimplência. Se a explicação não for clara, a contratação deve ser adiada até que todas as dúvidas estejam resolvidas.

  1. Confirme a autorização da administradora no Banco Central.
  2. Leia a composição da parcela e o custo total do grupo.
  3. Compare reajuste, fundo de reserva, seguros e taxas específicas.
  4. Entenda sorteios, lances, contemplação e análise do imóvel.
  5. Escolha um atendimento que explique o contrato sem prometer data de contemplação.
  • Comprar um imóvel nos próximos anos → Compare cartas, prazos, reajustes e custos totais, porque o consórcio pode se adequar a uma aquisição planejada.
  • Morar ou abrir uma operação imediatamente → Priorize uma alternativa com crédito imediato, pois a contemplação do consórcio não tem data garantida.
  • Preservar parte da liquidez para uma aquisição de maior valor → Compare o custo de oportunidade, o prazo e a capacidade de manter as parcelas antes de contratar.
  • Construir em terreno próprio → Procure um plano que aceite construção e confirme projeto, orçamento, cronograma e documentos exigidos.
  • Escolher entre várias propostas de consórcio → Avalie administradora autorizada, custo total, reajustes, regras de lance e clareza do contrato.
  • Pessoa com renda estável, horizonte de médio ou longo prazo e flexibilidade para esperar: Avaliar consórcio imobiliário com simulação completa e estratégia de contemplação compatível com o orçamento.
  • Pessoa que precisa do imóvel em prazo curto: Comparar primeiro modalidades de aquisição imediata, pois depender de sorteio ou lance pode não atender à urgência.
  • Pessoa interessada em imóvel de alto valor: Analisar carta, liquidez, lance, documentação e capacidade de manter as parcelas depois da contemplação.
  • Pessoa que ainda não sabe qual imóvel comprar: Verificar a flexibilidade de uso da carta e escolher a finalidade permitida que preserve opções sem contratar crédito inadequado.

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Perguntas frequentes

Consórcio imobiliário tem juros?

A modalidade não utiliza juros de financiamento como componente principal, mas possui taxa de administração e pode incluir fundo de reserva, seguros, reajustes e outras despesas contratuais. Comparar apenas pela expressão sem juros é insuficiente.

A contemplação do consórcio imobiliário é garantida?

A contemplação ocorre conforme as regras do grupo, por sorteio ou lance. Não é correto prometer uma data, mês ou assembleia específica.

Posso usar a carta para comprar imóvel usado?

Sim, conforme as regras do plano. O imóvel usado precisa estar regular e passar pela análise documental da administradora.

Posso comprar terreno ou construir com a carta?

Algumas modalidades permitem terreno, construção ou reforma. É necessário confirmar a finalidade no contrato e apresentar a documentação exigida.

Depois de contemplado, continuo pagando?

Sim. Contemplação libera o direito de usar o crédito depois da aprovação da operação, mas as parcelas restantes continuam devidas até a quitação.

O que acontece se eu atrasar parcelas?

Pode haver multa de 2% sobre a parcela e juros de mora. Em caso de exclusão, a devolução dos valores segue as regras do grupo e pode ocorrer ao final ou por sorteio de desistentes.

O consórcio imobiliário é indicado para quem precisa do imóvel imediatamente?

Em geral, não é a modalidade mais compatível com uma urgência, porque o acesso ao crédito depende da contemplação. Quem precisa comprar sem esperar deve comparar alternativas de aquisição imediata.

Como a LBTD Consórcios pode ajudar?

A LBTD Consórcios oferece consultoria especializada, com análise de crédito, prazos, taxas de administração e modalidades de lance. O atendimento é presencial em Indaiatuba e digital para todo o Brasil.

Glossário

Carta de crédito: Valor disponibilizado ao consorciado contemplado para comprar o bem ou realizar a finalidade prevista no contrato.

Contemplação: Momento em que o participante obtém o direito de utilizar o crédito, após sorteio ou lance e aprovação das exigências.

Fundo comum: Parcela destinada à formação dos recursos usados nas contemplações do grupo.

Taxa de administração: Remuneração da administradora pela formação, organização e gestão do grupo.

Fundo de reserva: Valor previsto em alguns grupos para situações estabelecidas no contrato.

Lance: Oferta de antecipação de obrigações para disputar a contemplação conforme as regras do grupo.

INCC: Índice previsto em determinados contratos para atualizar parcelas e cartas relacionadas à construção civil.

Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento. Contemplação por sorteio ou lance, sem prazo garantido. As condições comerciais são confirmadas na proposta de cada administradora.

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Danilo Puglisi

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